A MEIA LUZ E POUCA ÁGUA É O QUE NOS ESPERA...

11-08-2022

A Europa vai ser obrigada a poupar energia (com multas para quem não cumprir) e a reduzir o consumo de água

Dias difíceis esperam os Europeus, de que Portugal não está isento. A escassez da água será o mais grave e a mais preocupante para nós, entre a maioria dos outros países europeus.

Sabendo-se que não está eliminada a probabilidade, teórica e estatística, de, no próximo ano, a seca se repetir, teremos, então, um gravíssimo défice de abastecimento público ao mínimo. É uma hipótese que ninguém fala, a sério, sem esquecer o que sucederá à agricultura e a indústria.

Não deveria equacionar-se a possibilidade do que fazer, em caso de mais um ano de seca, que é o mesmo que dizer se não chover em abundância no próximo Outono / Inverno, e preparar-nos para esse problema?

Faltando a água da chuva ou a neve, com as reservas esgotadas e barragens no fundo, como viveremos um próximo Verão semelhante ao actual? É importante saber-se como fazer e se necessário prever já as medidas para remediar a situação.

Não deverá haver quem se preocupe seriamente com tal cenário? Ele é possível de acontecer!

O meio ambiente e o natural estão muito desordenados.

Há que colocar todas as atenções e preocupações nestas situações e não praticar atropelos, nem destruir o que podíamos e podemos evitar, já que os incêndios e a seca são fenómenos destruidores que o Homem, ou não, domina ou pouco fez para os evitar.

As árvores, sejam as que rodeiam as ruas, os jardins, os parques, as estradas ou as florestas são, agora, ainda mais úteis às nossas vidas e mesmo imprescindíveis.

Apesar disso, na nossa terra, fazem-se constantemente abates de árvores e não são substituídas. Como é possível que não se pense este assunto?

Quem o quiser confirmar é só recordar a destruição que, em dois anos consecutivos, tem tido lugar em Seia, seja na Avenida Luís de Camões, no Castelo, na Avenida 1.º de Maio, no Parque do Cemitério, no CISE, no terreno na antiga Feira, na Avenida Terras de Sena ou Rua Dr. António de Sena Mota Veiga, etc.. São muitas dezenas as árvores que já foram retiradas e a maior parte indevida e desnecessariamente. Porquê?

Tem sido contínua a destruição, qual massacre e sem precedentes, falta de preocupação ou o cuidado para as poupar ou preservar, como devia e era possível, querendo. Lembremo-nos que cortar árvores já pode dar lugar a queixa crime, além de alterar o nosso clima, a paisagem ambiental e a qualidade de vida. Precisam-se, nesta terra, de mentalidades que protejam as árvores, as plante e as defenda dos buldózeres e dos carrascos do machado.

Pergunta-se à geração que não as plantou, nem preservou, se tem o direito de as destruir? Fê-lo em nome do progresso ou do inverso ambiental?
Por: Alcides Soares Henriques  

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