SE O PAÍS CRESCE POUCO ALGUMA COISA TEM DE MUDAR
Os analistas económicos cada vez mais se pronunciam quanto às causas da estagnação do País.
Há décadas que Portugal não cresce economicamente ou cresce muito abaixo dos indicies dos outros países da zona Euro e da Europa.
Há muitas razões que explicam este débil estado económico, que se reflecte no nível de vida e no acesso aos bens por parte dos Portugueses.
A principal razão para este estado de certa debilidade económica, que aumenta a pobreza e diminui a riqueza, resulta de decisões políticas e do sistema jurídico que, por um lado, não incentiva o investimento, a produção e a criação de riqueza (tanto quanto desejável) ou pelo menos em idênticas condições aos demais países que nos estão a ultrapassar e, por outro, não cria as necessárias condições para o aumento da rentabilidade e da produção.
Faz "doer a alma" ver, em certos serviços, a ineficácia que é ostensivamente patenteada.
Só não vê quem não quer.
Há situações onde grupos de trabalho que, em momentos frequentes e prolongados do dia, pouco ou nada rende. Quanto custam, aos contribuintes, estas situações? Há resultados que são muito muito caros e os recursos, assim usados, não criam rendimento, nem riqueza.
Os economistas políticos apontam, para além da produtividade ser baixa em muitos serviços, a carga fiscal demasiado elevada. A baixa de impostos permite, segundo os mesmos, investimento e valor acrescentado. O Estado gasta muito mas não controla a produtividade em muitos dos seus serviços, nem a eficiência.
Um quarto aspecto é apontado às leis laborais, demasiado rígidas e essencialmente apontadas contra a entidade patronal. Alguma flexibilização pode permitir melhorar a relação patrão trabalhador e até, como alguns políticos sustentam, a distribuição de resultados, sejam lucros, sejam dividendos, sejam outras participações nos resultados de produção. Mas isto já é outra filosofia que está longe de ter vencimento.
Portugal tem que corrigir os obstáculos que o impedem de acompanhar a evolução de outros países. Temos, pois, que nos deixar de certa retórica politicamente correcta e apontar à realidade que urge.
