UMA TRISTE TRAPALHADA QUE NÃO LEVA A LADO ALGUM!

26-01-2023
Precisamos de mudar de vida para o país ganhar credibilidade e os Portugueses deixarem a "cepa torta".


Os valores baseados na honestidade e carácter da personalidade parecem arredados da "Res Publica".

Envolvemo-nos, sociedade civil, em "tricas" e perdemos tempo em discussões fúteis. 

Prendemos a atenção nos casos e questões que, ou não são os reais, ou não são os problemas que o país deve enfrentar e como os deve ultrapassar.

A Educação preocupa, seriamente, quer pela contestação dos docentes, quer pelo estado geral de crítica que é atribuído ao ensino.

A preparação da juventude, que vai assumir os destinos do país, está a deixar dúvidas e incertezas. 

Por outro lado, os melhores alunos deixam-se atrair pelas condições que o estrangeiro lhes oferece, perdendo, o país, esse precioso contributo e o investimento neles.

Sem preparação exigente da "massa cinzenta do amanhã" o futuro torna-se mais sombrio e duvidoso... e a produtividade, como motor da economia, fica afectada, como o parece estar nalgumas situações.

A segurança e a defesa não transparecem serenidade, mas alguma inquietude e insatisfação.

A Justiça, na sua globalidade, não responde célere, nem oportunamente. A imagem não é tranquilizadora para o cidadão, tantas são as situações em que os enredos e os contratempos deixam nervosa a sociedade, que só a entende sendo cega, recta, dura e implacável para os criminosos, especialmente os habilidosos sorvedores do bem comum.

O tão badalado PRR, e ansiado plano para tirar o país do marasmo (apelidado de derradeira oportunidade), não se nota por estas nossas regiões.

Onde está, no Interior, esse investimento e os efeitos práticos?

De todo está ele ainda longe de corresponder às espectativas que se criaram.

O país continua a empobrecer. As famílias sentem, cada vez mais, dificuldades.
Os jovens mais competentes não são atraídos dadas as baixas remunerações.
Não há classe média, nem média alta, mas engrossa a classe média baixa, o que contraria a ideia de desenvolvimento social.

Não há braços para trabalhar, notando-se aflitivas situações de falta de pessoal em muitos sectores da actividade económica e social.

Paralelamente, aumentam as situações de carenciados que vivem com o recurso às dependências e aos subsídios do Estado.
Não vamos bem...

Precisamos de produtividade, de gente que produza activamente, que participe no ciclo produtivo e na criação de riqueza.
Não se nota esta atitude nas pessoas, mas sim uma sensação inversa.

Não podemos tolerar os milhões que o Estado e as Autarquias gastam (sem práticos resultados) os avultados recursos pedidos aos cidadãos da classe média, que enfrenta dificuldades e não têm serviços públicos eficientes à disposição e em tempo útil.

Estes casos, últimos, de oportunismo condenável, de falta de carácter ou de rigor e honestidade são fruto de uma educação sem os valores fundamentais e dominantes numa sociedade democrática, responsável, exigente, mas comodista, desconfiada e egoísta em que nos vamos transformando.

A situação que se vive exige tratamento de fundo e não meras discussões inúteis, quais entretimentos, de resultados que legitimamente duvidamos.

Tantos são os casos inaceitáveis, alguns criminosos, outros certamente sem fundamento, os quais são uma teia que enreda os interesses dos que os promovem e de que sentimos desconfiança.

Alcides Soares Henriques 

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