Atrás de um computador somos todos de Murça
OPINIÃO
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa acompanhado pelo Ministro da Administração Interna José Luis Carneiro estiveram ontem duas horas em Seia.

Durante a estadia por cá contactaram com a população, com quem quis tirar selfies, com quem quis abraçar o Presidente e até ouviram em particular dois cidadãos de um modo mais reservado que quiseram dar uma palavra ao Presidente o que muita gente nem deu conta mas nós demos.
Quero com isto dizer que Marcelo não nega um beijo, um abraço ou uma palavra a ninguém.
Hoje em Murça dois cidadãos abordaram o Presidente apontando-lhe defeitos, dizendo que não resolve nada, etc,etc,etc.
O cidadão mais velho lá ia dizendo uma coisas em ânimos exaltados e o mais novo ia repetindo o que o mais velho ia dizendo também em tom exaltado. Perguntavam e não deixavam responder, enfim, uma confusão daquelas que no final não se percebeu muito bem o que os cidadãos queriam.
Em Seia não se viu ninguém a abordar o Presidente ou mesmo o membro do Governo sobre as críticas que se vão escrevendo nas redes sociais locais sobre a actuação ou falta dela dos governantes e do Presidente nomeadamente os ic´s, a estrada da beira, o centro de saúde, o hospital e por aí adiante.
Os cidadãos principalmente aqueles que fazem parte de partidos políticos locais tinham essa obrigação ontem de pessoalmente questionarem o Presidente da República ou o Ministro sobre esses assuntos e ninguém o fez.
Aliás houve inclusivamente representantes de partidos que nem sequer se fizeram representar o que é mais estranho ainda.
Se há partidos políticos, se há movimentos políticos que durante todo o ano "cascam" em tudo e mais alguma coisa nas redes sociais porque não apareceram ontem?
Podiam não dizer tudo mas entregavam uma relação dos problemas que afectam o nosso Concelho e o Presidente e o Ministro levavam para ver mais tarde, era assim que se fazia enquanto representantes daqueles que votaram nesses partidos ou movimentos.
Marcelo e José Luis Carneiro de certeza absoluta que ouviriam quem os interpelasse, não tenho dúvidas nenhumas sobre isso, agora não peçam aos jornalistas, pseudo-jornalistas, repórteres ou outro qualquer profissional da comunicação social para fazer o papel que deve ser dos políticos locais que perderam assim uma grande oportunidade para mostrarem o que valem.
Em Murça foi assim hoje conforme escrevi acima, em Seia foi assado e a culpa não foi do presidente da Câmara ou dos vereadores que impediram quem quer que fosse de falar com o Presidente ou com o Ministro.
Mas enfim, os de Murça é que são valentes!!!
Luis Silva
