ENTÃO E NÓS?

19-09-2022
ENTÃO E NÓS?

No vizinho concelho de Oliveira do Hospital são anunciados investimentos de milhões de euros em infra-estruturas destinadas à área empresarial da nova geração.

Além da expansão da zona industrial, com mais 16 lotes, também estão previstas novas vias.
O presidente destacou "um grande investimento com a instalação da rede de gás natural e paralelamente uma área de acolhimento empresarial de nova geração e que dará (espera o autarca) uma grande centralidade e competitividade à zona industrial."
Refere, ainda, um investimento de 7.5 milhões que contempla a criação de parque fotovoltaico para autoprodução de energia ao lado de outros empreendimentos tecnológicos.
Não nos pertence evidenciar os projectos de investimentos de outros vizinhos, mas ficamos "tristes e cheios de inveja" por percebermos que eles planearam com vista ao crescimento económico e à captação de investimentos, que produzirão riqueza e condições de vida mais atractivas e atrairão as pessoas necessárias, preenchendo empregos que incrementarão o ciclo económico.
Nós por cá contentámo-nos sem investir, a não ser no alterar a imagem da via central da cidade, onde se deverão gastar mais de cinco milhões de euros sem que daí resulte incremento económico da vida da cidade. Projectos de futuro (se os há) não se conhecem.
Esta forma de aplicar os recursos deve ser, pois, repensada e não mais podemos cair na tentação de gastar, optando por destruir aquilo que nos parece estar razoável e desnecessário mudar.
Falta de reflexão? Ou de atenção a outras ideias e outras opiniões?
Recordamos que a actual Praça da República já foi remodelada mais de uma dúzia de vezes.
Agora remover o lixo e as ervas, que nascem nas condutas secas instaladas nos passeios, é que não é feito.
E quanto às árvores, relembro o exemplo que tiveram as tílias do parque infantil no Largo Borges Pires, que tiveram sentença de morte, tal como o Teixo mas todos foram poupados. Uma decisão de aplaudir, mantendo-se ainda todas vivos e bem enquadradas, felizmente, para recreio de muitos.
Pensar reflectidamente é obrigação de todos, mas sobretudo isso pertence aos mais responsáveis.

 

Por: Alcides Soares Henriques
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