ENTREVISTA com José Marques, cabeça de lista do CHEGA pelo Distrito da Guarda

12-01-2022

LA - O que pode esperar o Concelho de Seia e o Distrito da Guarda em geral com a sua eleição?

Devo começar então, por referir, dedicação à causa.

Referi nas Autárquicas, que o nosso concelho está capturado pelo caciquismo socialista. Como se sabe, socialismo tem sido sinónimo de empobrecimento, nepotismo ou corrupção. 

Assim vai Portugal também! Portanto não é novidade, que o distrito esteja a acordar e a afastar-se do socialismo e das políticas de esquerda. Somos um de apenas três concelhos socialistas do distrito (Seia, Fornos e Trancoso), onde o denominador comum é uma dívida descomunal e inexplicável das autarquias e ex-autarcas a braços com a justiça.

Resultado óbvio é então o despovoamento, desinvestimento, o desemprego e a falha em todos os serviços públicos a prestar à comunidade. Isto quer dizer que temos vindo a ser vítimas de um poder político local, pouco sério e pouco dedicado à defesa das suas gentes. 

Aquando da minha entrevista ao L.A, toda a gente ficou a saber quem sou e ao que venho; e Seia poderá esperar de mim, aquilo que foi a minha postura como candidato à CMS. A humildade molda o carácter de um homem.

Como pressuposto desta candidatura, e em todo o distrito, terão de mim a representação da vontade de mudar e fazer tremer o atual sistema político. É verticalidade, retidão, seriedade, e dedicação em defesa do distrito por parte de um homem simples e íntegro; de famílias pobres, mas com educação de berço e espírito de missão. Cabe-me assim, contribuir com um trabalho político honesto, em defesa de todos, sem exceção. Ora, é deste meu modo de estar na vida, na política e no CHEGA, que me dedicarei à defesa de todos os Guardenses (distrito), junto do poder central, assim seja eleito Deputado, pelo Círculo Eleitoral da Guarda à Assembleia da República. Sempre a lutar por um Portugal melhor.

LA - Quais os principais problemas do Distrito da Guarda que necessitam de ser resolvidos com maior urgência?

O mais importante é não termos medo de nos defender, não nos resignarmos chamando à razão e responsabilidade, os deputados eleitos pela Guarda. Seria fundamental que o CHEGA elegesse também e deste modo fazer parte das reformas necessárias para salvar o nosso distrito. Aquilo que me move, mais do que os ideais, são as pessoas e a melhoria das suas condições de vida. 

É urgente revermos o estado da saúde e apoio médico em todo o distrito, onde temos dois hospitais que não são mais do que meras plataformas de rotação de doentes em trânsito para os hospitais da Covilhã, Viseu ou Coimbra. 

A ULS, desde a tomada de posse do novo Conselho de Administração, escolhidos que foram os boys socialistas, fazem uma gestão surreal das Unidades. Não apresentam planos nem relatórios de atividade; os serviços estão em gestão corrente e sem diretores de serviço em 13 dos 14 serviços possíveis (concluído está apenas a Ginecologia/Obstetrícia); onde a Urgência vive uma das maiores crises de sempre, com falta de organização, de médicos e enfermeiros e auxiliares; onde a média de idade dos médicos atualmente é a da pré-reforma (17 médicos têm mais de 60 anos de idade). 

A prestação dos serviços e cuidados de saúde está assim, obviamente comprometida e prejudica de sobremaneira um distrito envelhecido como o nosso. Entre outros problemas graves a apontar sobre da referida gestão, assistimos à destruição em curso da ULS, sob a desculpa da pandemia.

Outro problema grave a ser resolvido é a fixação da população, sendo que saíram do distrito nos últimos dez anos, cerca de 18 mil residentes, tendo ficado apenas cerca de 142 mil no total. O abandono do Interior, na sua maioria por jovens, leva a muitas outras fragilidades, como a falta de mão de obra em geral e em todos os setores da economia; onde o salário médio no nosso distrito, é dos mais baixos a nível nacional, sendo mesmo cerca de 195,00€ abaixo da média nacional, baixando o poder de compra. 

O desemprego (cerca de 1900 pessoas na prestação de desemprego), associado a uma excessiva subsidio dependência da juventude (em todo o distrito temos cerca de 3600 pessoas no RSI, sendo que 41% destes, têm menos de 25 anos!) leva-nos obviamente a riscos de pobreza bastante elevados. 

Todos estes problemas indicados, aliados aos da mobilidade e transportes, aos do pagamento de portagens, à falta de qualidade das habitações, à incapacidade de fixar empresas e cativar investimento, aos problemas na educação, falta de professores e instalações escolares deficitárias, entre outros, faz com que o nosso distrito esteja em sério perigo de desertificação, restando apenas a comunidade envelhecida, que aliás, contribui para que as atividades de apoio social, sejam hoje em dia, o maior empregador em todo o distrito. Preocupante.

LA - Nesta ultima pergunta sugerimos que Faça um apelo ao voto aos eleitores

Como se tem visto, o CHEGA é na atualidade, o partido mais "seguido" nas redes sociais e o mais "perseguido" pelos jornais e televisões. O crescimento do partido, deve-se ao facto de termos assumido desde a criação, que somos anti-sistema, nacionalistas e claramente reformistas.

Assim caríssimos eleitores, o único partido da direita com vontade de combater o socialismo/comunismo, a corrupção, o elitismo da classe política, o enriquecimento ilícito; a vontade de defender a pátria e os portugueses, somos nós!

Somos a favor da reforma do Estado em áreas como a segurança social, a justiça, a educação, a defesa e a saúde.

Aqui no distrito da Guarda, queremos obviamente traçar caminho na senda da defesa da família como pilar base da nossa sociedade, e da educação à boa moda beirã. Procurando exercer sempre a política com honestidade, em defesa de todos, sem olhar ao estrato social, cor, etnia, profissão ou religião. Do mesmo modo que lutarei pelas gentes comuns e trabalhadoras, pelos novos e pelos velhos, patrões e empregados.

Com o foco nas reformas de combate ao empobrecimento, ao marasmo e ao esquecimento a que estamos votados desde o 25 de abril 1974. 

Sendo do CHEGA, não tenho medo em me focar em assuntos e temas que o politicamente correto vai calando. Não permitirei nunca que os serviços públicos sejam capturados por boys incompetentes ao serviço dos respetivos aparelhos partidários. Não me calarei aos abusos cometidos nem aos vícios instituídos.

Sou do CHEGA, não tendo medo das palavras, nem do combate político.

Façam a vossa avaliação do estado a que o nosso distrito chegou e votem em consciência.

ENTREVISTA POR: Luis Silva, Editor do LA

12.01.2022

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José Marques, Candidato às Legislativas de 2022 pelo Partido CHEGA

Natural de Seia, 46 anos, é empresário.

Detém Licenciatura em Turismo pela Escola Superior de Turismo e Hotelaria e Pós-Graduação em Segurança pela Universidade Autónoma de Lisboa.

Em Seia, para além da atividade empresarial por conta própria, faz ainda parte da Direção dos Bombeiros Voluntários de Seia.

Desde 1994, ligado ao ramo da Segurança, trabalha como Supervisor numa conhecida empresa. Desenvolve ainda a atividade de Diretor e Gestor de Segurança, bem como Formador credenciado pelo Ministério da Administração Interna/Policia Segurança Publica a dar cursos de formação de segurança privada.

Além da área profissional da Segurança, desenvolve ainda a atividade como instrutor de condução em parttime e de formador em segurança rodoviária.

Em 1995, ingressou no Exército Português. É ex-Primeiro Sargento dos Comandos, onde durante uma década, desempenhou cinco Missões Internacionais na NATO e Nações Unidas -de apoio ou imposição da Paz, em países devastados por guerras civis.

Em 2019 -ano da sua criação- aderiu ao Partido CHEGA, onde foi o primeiro candidato pela Guarda às Legislativas. Em 2020, foi o percursor na criação da Distrital da Guarda, da qual foi eleito Presidente da Comissão Política Distrital, cargo que mantém até hoje. Nas Presidenciais de 2021, foi Mandatário Distrital da candidatura de André Ventura.

Nas ultimas autárquicas, foi cabeça de lista à Câmara Municipal de Seia.

Foi anunciando em conferência de imprensa, pelo Presidente do Partido, como cabeça de lista da Guarda às próximas Legislativas.

Para além de Presidente de Distrital, é ainda o 15º Conselheiro Nacional, com assento direto tanto no Conselho Nacional, como no Congresso.

A lista e os nomes escolhidos, foram enviados para a sede do Partido, com vista à sua apreciação; foi aprovada em reunião dos órgãos nacionais do Partido, em plenário extraordinário, pelo que formalmente se tornou candidato às Legislativas pelo Círculo da Guarda.

Listas escolhidas:

efetivos

José Marques -CH Seia

Pedro Almeida -CH Guarda

Olívia Teixeira -CH Celorico da Beira;

suplentes

Marco Ribeiro -CH Meda

Maria Natércia -CH Guarda

António Cardoso -CH Aguiar da Beira;

Adalberto Rabaça -CH Guarda (Mandatário)

Miguel Lourenço -CH Sabugal (Diretor de Campanha).


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