Um Flash de Seia
Uma rubrica de: Alcides Soares Henriques
Esta terra gozou do privilégio enorme de ser centro de exploração e comercialização de energia hidroeléctrica da Serra.
Ainda há poucos anos Seia dispunha de todos os serviços aqui instalados, a funcionar no edifício da EHESE, empresa que, a nacionalização, fundiu na EDP e que, após isso, paulatinamente, foi sendo esvaziada de praticamente tudo que o aproveitamento de distribuição e comercialização da energia hídrica da cascata da Estrela e do Alva dizia respeito.
Tantos resultados positivos e benefícios económicos laborais sociais e até políticos trouxe a esta cidade. Hoje pouco mais resta que o edifício - Palácio do Largo Marques da Silva, o seu grande impulsionador.
Seia foi deixando perder tudo, e tudo isso era muito e até cobiçado, até que o "tempo e o vento tudo levou." Será que chegámos ao incompreensível de nem sequer haver, em Seia, uma loja que receba uma simples leitura de contador, aceite do pagamento ou até um pedido de ligação de energia? Será assim?
Como é possível este incómodo de obrigar as pessoas a terem de se deslocar a Gouveia para tratar de um simples assunto dos acima referidos? A ser assim, como tudo indica, quase teremos de sentir vergonha por cairmos nesta situação tão incómoda de tudo aceitarmos
conformados, resignados, senão indiferentes.
É preocupante o que nos vai acontecendo de quando em vez!
Até quando?
Alcides Henriques
