A ESPERANÇA NÃO PODE TORNAR-SE NUM ESTADO RARO?

01-01-2023
Uma unidade móvel comercial de venda de produtos alimentares (que até nem serão dos mais benéficos à saúde) ocupou, durante mais de uma semana, três ou quatro espaços do estacionamento automóvel, numa zona que, nos dias normais de trabalho, são essenciais para a comodidade dos condutores que precisam de se dirigir e tratar os seus assuntos nos serviços públicos na cidade, incluindo os serviços privados, que também são proporcionados.

Não sabemos qual foi o benefício que o Município teve, ao abdicar das tarifas dos espaços, pela cedência dos mesmos à unidade móvel (se é que lucrou ou se dessa circunstância ficou prejudicado).

Certo é que a unidade móvel se instalou, funcionou algumas poucas horas por dia e ao seu redor ainda ocupou um espaço (permanentemente) por mera comodidade, em prejuízo do cidadão, que, durante dias, foi privado do espaço numa cidade onde é difícil encontrar espaços livres disponíveis para parar ou estacionar.

É legítimo que esse comerciante procure os seus interesses, só que não podem colidir com os interesses gerais e, muito menos, prejudica-los. Mas esta atitude tem, na cidade, alguma prática sempre que há festas, feiras, mais pessoas ou romarias. 

Esquecem-se, os responsáveis, que, localmente, também se exercem outras actividades privadas permanente que têm de ser, igualmente, consideradas e protegidas.

Têm, no mínimo, de usufruir do mesmo tratamento, comparativamente, a quem se instala, nestas alturas, e "afaste" quem tem também de exercer as suas actividades. 

É uma questão de consideração social e bom senso.
 

DUAS VELHAS PREOCUPAÇÕES

Ao iniciar-se um Ano Novo aquela esperança, que nos deve acompanhar, volta-se para dois problemas. 

Eles não se poderão deixar cair no esquecimento... Nunca!

São as estradas condignas, merecidas e necessárias, que nos são devidas, seja o IC6, seja o IC37.

Coimbra e Viseu são destinos desta região para os quais precisamos de itinerários indispensáveis, urgentes e fundamentais. 

Não são sonho, utopia ou vã esperança mas realidades do presente, direitos e actos de dignidade.

O outro já mais esmorecido, mas não menos presente, vai para o esquecido e pouco aproveitado aeródromo de Seia.

Responsabilizar quem?

De quem é a competência (sinónimo de actuação) no agir, reclamando até que a voz se faça ouvir sejam resolvidos estes casos, entre outros.

Basta de ser como o "caranguejo" ou a "preguiça"!

Alcides Soares Henriques 

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