Porque governar é difícil

As guerras, os fenómenos atmosféricos, a falta de chuva ou a sua excessiva precipitação, o calor ou frio, os terramotos, e as tempestades invulgares tudo são condicionantes não previsíveis, na sua maioria, que influenciam a vida de um país e a respectiva administração pública.
Estes fenómenos, sendo imprevistos, não são impossíveis de admitir pelo que devem ser preocupação de quem governa com planos de resposta possível para agir em tempo oportuno.
A juntar a estes fenómenos, somam-se as situações resultantes das epidemias, da inflação dos preços, da falta de mão de obra, da eficácia e da resposta dos serviços públicos e que mais afectam a população, como sejam os da educação, da saúde e da segurança do país e justiça.
Estas insuficiências, contrariamente às outras, são previsíveis e possíveis de preparar, de modo a responder em tempo.
Uma eficaz administração pública seja central ou local deverá prever a possibilidade das ocorrências naturais e planear as reacções mais necessárias.
Quando isso não acontecer instala-se, naturalmente, a preocupação, a ansiedade e a insatisfação. A eficácia não é a resposta esperada e a vida social não é oportunamente resolvida, como aconteceu nos incêndios, cujas consequências são dramáticas.
A seca, o calor excessivo e face aos estudos, os incêndios e até as temperaturas, sabe-se, irão suceder-se com frequência e com agravamento de ano para ano.
Haverá resposta estudada, prevista ou planeada para ser, no futuro ano, implementada?
A falta de água é um problema real. Como resolvê-lo?Será com tratamento da água do mar? Com maior embalse e novos armazenamentos? Possivelmente tudo isto vai ser necessário, como também preparar, com realismo, a opinião pública para o problema que se coloca ao território e mesmo à nossa sobrevivência.
A ameaça sobre os humanos é uma realidade!
Alcides Soares Henriques
