Mais 365 dias perdidos para o Concelho de Seia 

22-10-2022
Há cerca de 1 ano os eleitores senenses foram chamados às urnas para escolherem os novos eleitos locais.

Foi vontade dos eleitores renovar a maioria absoluta do Partido Socialista, o mesmo que decide os destinos do nosso concelho há várias décadas.

Constata-se que o novo executivo liderado por Luciano Ribeiro mudou de slogan, mas mantém a inércia e coerência das últimas décadas, num concelho onde o tempo parou e a saudade fica, para alguns. 

Muita promessa e pouca concretização, num verdadeiro cenário de crise energética.

Na última campanha eleitoral, o PS fez diversas promessas, designadamente: (i) na melhoria do emprego; 
(ii) nos cuidados de saúde; 
(iii) no apoio ao comércio; 
(iv) nas políticas de habitação; entre tantas outras. 

Até ao momento, não passaram de boas intenções. 

Ao nível do investimento privado, o concelho de Seia continua a não conseguir atrair, nem apoiar, o tão desejado investimento que permita a criação de novos postos de trabalho. Pelo contrário, outros concelhos da região têm conseguido apresentar índices de atratividade muito superiores.

Vejamos alguns exemplos

(i) o grupo franco-suíço "FM Industries - Sycrilor", especializado no fabrico de acessórios e produtos de luxo, vai realizar um investimento superior a 7 milhões de euros na Covilhã

(ii) está em curso a expansão da zona industrial de Oliveira do Hospital, prevendo-se a criação de 27 novos lotes e a construção de novas vias de comunicação; 

(iii) a empresa "New Life Portugal" inaugurou uma unidade de retiro no concelho de Gouveia, num investimento avaliado em 7,5 milhões de euros.
Apesar do milhão prometido pelo PS para o apoio às empresas, a verdade é que se fez "tábua rasa" de tal necessidade no contexto orçamental. Na área da saúde, o nosso concelho piorou e não conseguimos ver, no futuro próximo, grandes melhorias. Continuamos com carência de profissionais de saúde, as obras de requalificação do centro de saúde continuam adiadas, e o hospital continua a perder valências para outras unidades de saúde.
Em relação às acessibilidades, o nosso concelho continua afastado da rota dos grandes investimentos rodoviários, designadamente da construção do IC6 que seria absolutamente indispensável para um maior dinamismo económico e empresarial.
Na realidade, a responsabilidade política pela não construção do IC6 é exclusiva do Governo liderado pelo PS e do executivo camarário do PS.

Avaliando os factos, o IC6 não foi, nem será, uma prioridade política para este partido. Aliás, veja-se que o PS de Seia nunca foi capaz de capitalizar a proximidade política, que teve e tem, com alguns dos principais responsáveis dos governos socialistas. Ano após ano, campanha após campanha, continuam a falar nos ditos itinerários, entre outras promessas vãs. Veja-se também o caso da requalificação da EN17, cujas respostas e decisões, nomeadamente sobre o troço Folhadosa-Santiago, ainda não existem nem a curto prazo se preveem.

Sublinhem-se, de igual forma, as aclamadas obras necessárias na Escola Secundária de Seia que, afinal de contas, não foram feitas e ainda aguardam uma submissão a nova candidatura, regressando, portanto, à "estaca zero".

Se os senenses fossem chamados a pronunciar-se sobre a obra que consideravam prioritária, certamente não se iriam referir à Avenida 1º de Maio e/ou ao Largo da Feira. Muito menos se iriam referir à urgência na construção de uma ciclovia, numa cidade de montanha, com um relevo acentuado e uma grande amplitude térmica.

Certamente que os senenses iriam indicar outras prioridades. Mas foi esta a obra faraónica deste executivo. A única e contestada obra a decorrer, cujos prazos de execução já foram largamente ultrapassados, colocando o centro da cidade num caos constante. Neste processo, o PS tem demonstrando uma óbvia incapacidade de liderança, na comunicação e no rigor que se pretende ver em qualquer obra pública.

Por outro lado, ao nível orçamental, o executivo socialista continua a dar prevalência às despesas correntes do dia-a-dia, em vez de apostar forte no apoio ao investimento.

De referir que, em relação à juventude, as opções políticas vertidas no orçamento aprovado pelo PS para o ano de 2022 refletiram a falta de ambição para colocar como objetivo o apoio ao empreendedorismo jovem.

A governação dos destinos do concelho não se esgota com o PS, pois a alternativa existe.
Há que dar o benefício da dúvida à sociedade civil. Há que reconhecer o valor e dar a oportunidade a um conjunto de cidadãos preocupados com a sua terra, que não estão mergulhados numa máquina socialista previsível, obsoleta e controladora.

Há que dar oportunidade a quem apresenta estratégias e propostas diferentes. Aliás, honra seja feita, o PS replicou algumas das ideias e linhas de atuação constantes do programa do Partido Social Democrata.

Como se viu, o PSD defende um caminho diferente com prioridades políticas distintas.

Há que inverter o despovoamento dos nossos territórios e a partida das suas gentes, e isto só se consegue atuando ao nível dos cuidados de saúde, atraindo empresas, investimento e emprego, e promovendo a qualidade de vida das famílias.
Esta é a nossa visão, e as grandes prioridades estratégicas que defendemos, de forma integrada.

Os cidadãos do nosso concelho merecem uma realidade diferente, muito melhor.
Mais do que uma nova energia, o concelho de Seia precisa urgentemente de uma nova estratégia.

Acreditamos que em breve os eleitores vão dar essa oportunidade ao Partido Social Democrata.

Para o PSD, em primeiro Seia. Sim, sempre Seia.

|Os Vereadores e os Deputados da Assembleia Municipal do PSD
20.10.2022|

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