Mais 365 dias perdidos para o Concelho de Seia

Foi vontade dos eleitores renovar a maioria absoluta do Partido Socialista, o mesmo que decide os destinos do nosso concelho há várias décadas.
Constata-se que o novo executivo liderado por Luciano Ribeiro mudou de slogan, mas mantém a inércia e coerência das últimas décadas, num concelho onde o tempo parou e a saudade fica, para alguns.
Muita promessa e pouca concretização, num verdadeiro cenário de crise energética.
Na última campanha eleitoral, o PS fez diversas promessas, designadamente: (i) na melhoria do emprego;
(ii) nos cuidados de saúde;
(iii) no apoio ao comércio;
(iv) nas políticas de habitação; entre tantas outras.
Até ao momento, não passaram de boas intenções.
Ao nível do investimento privado, o concelho de Seia continua a não conseguir atrair, nem apoiar, o tão desejado investimento que permita a criação de novos postos de trabalho. Pelo contrário, outros concelhos da região têm conseguido apresentar índices de atratividade muito superiores.
Vejamos alguns exemplos:
(i) o grupo franco-suíço "FM Industries - Sycrilor", especializado no fabrico de acessórios e produtos de luxo, vai realizar um investimento superior a 7 milhões de euros na Covilhã;
(ii) está em curso a expansão da zona industrial de Oliveira do Hospital, prevendo-se a criação de 27 novos lotes e a construção de novas vias de comunicação;
Na realidade, a responsabilidade política pela não construção do IC6 é exclusiva do Governo liderado pelo PS e do executivo camarário do PS.
Sublinhem-se, de igual forma, as aclamadas obras necessárias na Escola Secundária de Seia que, afinal de contas, não foram feitas e ainda aguardam uma submissão a nova candidatura, regressando, portanto, à "estaca zero".
Se os senenses fossem chamados a pronunciar-se sobre a obra que consideravam prioritária, certamente não se iriam referir à Avenida 1º de Maio e/ou ao Largo da Feira. Muito menos se iriam referir à urgência na construção de uma ciclovia, numa cidade de montanha, com um relevo acentuado e uma grande amplitude térmica.
Certamente que os senenses iriam indicar outras prioridades. Mas foi esta a obra faraónica deste executivo. A única e contestada obra a decorrer, cujos prazos de execução já foram largamente ultrapassados, colocando o centro da cidade num caos constante. Neste processo, o PS tem demonstrando uma óbvia incapacidade de liderança, na comunicação e no rigor que se pretende ver em qualquer obra pública.
Por outro lado, ao nível orçamental, o executivo socialista continua a dar prevalência às despesas correntes do dia-a-dia, em vez de apostar forte no apoio ao investimento.
De referir que, em relação à juventude, as opções políticas vertidas no orçamento aprovado pelo PS para o ano de 2022 refletiram a falta de ambição para colocar como objetivo o apoio ao empreendedorismo jovem.
Há que dar oportunidade a quem apresenta estratégias e propostas diferentes. Aliás, honra seja feita, o PS replicou algumas das ideias e linhas de atuação constantes do programa do Partido Social Democrata.
Como se viu, o PSD defende um caminho diferente com prioridades políticas distintas.
Acreditamos que em breve os eleitores vão dar essa oportunidade ao Partido Social Democrata.
Para o PSD, em primeiro Seia. Sim, sempre Seia.
