Um flash à cidade. UMA APRECIAÇÃO À VIDA DO AUTOMÓVEL

26-05-2021

Por: Alcides Henriques

Dá-se conta do número de obras agora começadas, umas em espera, outras em curso, com alterações aos passeios das ruas da cidade.

São melhoramentos, disse-se! Por este prisma, compreendemos e aceitamos. Mas porque só agora? E porque em tão elevado número? E porque nestes pontos centrais da cidade?

Deixando de lado a oportunidade, avaliemos a necessidade e, sobretudo, a verdadeira utilidade comparando-as, também, com os custos que trazem ao erário público, tão endividado, e que vai aumentando o sacrifício que, no fim, recai sempre sobre o cidadão que pagou ou tem de pagar, seja agora ou daqui a uns anos. Sim, porque tudo é pago e caro e, na essência, é-o pelas pessoas que trabalham, produzem e "entregam" parte dos seus rendimentos em impostos, taxas, tarifas e mais encargos diversos, cada vez mais elevados, que podem depois nem serem bem aplicados nem ter a utilidade comparável com o sacrifício.

Voltando à necessidade das obras feitas agora aos passeios na Avenida Luís Vaz de Camões, onde foram suprimidas muitas das árvores, apontamos nesta Avenida Luís Vaz de Camões, e no ângulo com o Caminho da Arrifana, o trabalho ali executado. Choca-nos a eficiência para a despesa que, aqueles arranjos, nos trazem com a sua execução que não é assim tão útil e até pode prejudicar o movimento na rua dos automóveis. Sim, o automóvel é uma das situações que em Seia, apesar dos muitos impostos que paga e receitas que dá, não é bem tratado...

Estreitam-se as faixas de rodagem e suprimem-se estacionamentos em quantidade, dificulta-se a circulação. Os automóveis estão a ser sacrificados em nome da mobilidade pessoal, numa cidade onde cada vez mais há menos gente, mas onde o automóvel, em algumas ruas, ainda é rei e por necessidade de deslocação dos seus proprietários.

Mais recentemente, uma obra idêntica em utilidade e eficácia está em curso na Avenida 1.º de Maio e na Rua Cândido dos Reis, o que também acontece na área do Hospital e na Rua do Cemitério. Mais um passeio (alto nalguns casos) e uma via que fica mais estreita, com lugares de estacionamento eliminados... Não se encontra utilidade que justifique estes encargos e estas mudanças. Quanto nos custa isto? É bom saber. 

Por outro lado, temos ruas em mau estado de conservação e até espaços verdes por cuidar que precisam de mais e melhor atenção. Devem ser todos tratados por igual forma. Só que não são tão visíveis ou observados pelo olhar do cidadão e, por isso, vão esperando, mas até quando não se sabe. Só que é injusto haver ruas de terra batida que ficaram nesse esquecimento.

A mobilidade que o projecto da Ginga (bicicleta) trouxe foi, julgamos, reduzida face ao investimento e ao uso.

Alguns dos locais da colocação das bicicletas não sei se foram os mais adequados ao uso e utilização pelos fregueses? Pelo menos não parece.

O benefício / custo terá de ser percebido pela comunidade. Tem direito a sabê-lo.

Sobre os parques das "Biclas", alguém apontava que não se situam todos nos pontos, ou locais, mais apropriados, pelo menos na aparência. Referia-se tal criatura à Central de Camionagem, onde poderia servir de ajuda, senão tanto a quem sobe, pelo menos a quem da cidade desce para tomar transportes de autocarro e ao Hospital, embora nada assegure que não teria idêntica sorte ao do Largo do Município.

Nas escolas, o meio parece ser sedutor mas aqui também os alunos chegam e regressam de autocarro, que os levam e recolhem junto das Escolas. São as modas, mas modas caras, e talvez pouco bem escrutinadas. É a vida! 

E já agora, para quem e quando a colocação de criar um posto de carregamento público eléctrico para os turistas não ficarem apeados em Seia contra sua vontade?

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